A felicidade se faz em pequenas coisas, é acariciar uma flor,fazer da vida uma messagem de amor.
Ama os pássaros, a floresta e sua beleza,olha uma estrela e vê como brilha.
Conta cada pedra do caminho e sente como custa percorrer, e terás que afastar para continuar.
Admira a beleza da borboleta que voa livre de flor em flor,e sua forma de pousar parecendo acordar de um paraíso.Ama tudo que te rodeia e faz com amor o que vês em volta de ti,só assim serás feliz.Observa a vida de cada dia e cada momento que é único,o nascer do sol, a nuvem que passa
caminha nas margens do rio e admira a forma dele correr, sente o cantar da água pela manhã,mete os pés na terra como um camponês que semeia o trigo para colher e fazer o pão.Para ser feliz não precisamos de muito mas o essencial para viver,noutro lado de nada precisamos e tudo fica por aqui mesmo num mundo de raiva e poder.Cada dia preciso mais e mais destas palavras,tudo que ultrapassa é palavra esquecida,quero um mundo melhor.
Lisa
Abraça-me. Quero ouvir o vento que vem da tua pele, e ver o sol nascer do intenso calor dos nossos corpos.
Quando me perfumo assim, em ti, nada existe a não ser este relâmpago feliz,
esta maçã azul que foi colhida na palidez de todos os caminhos,
e que ambos mordemos para provar o sabor que tem a carne incandescente das estrelas.
Abraça-me. Veste o meu corpo de ti, para que em ti eu possa buscar o sentido dos sentidos,
o sentido da vida. Procura-me com os teus antigos braços de criança, para desamarrar em mim a eternidade,
essa soma formidável de todos os momentos livres que a um e a outro pertenceram.
Abraça-me. Quero morrer de ti em mim, espantado de amor. Dá-me a beber, antes, a água dos teus beijos,
para que possa levá-la comigo e oferecê-la aos astros pequeninos.
Só essa água fará reconhecer o mais profundo, o mais intenso amor do universo,
e eu quero que delem fiquem a saber até as estrelas mais antigas e brilhantes.
Abraça-me. Uma vez só. Uma vez mais.
Uma vez que nem sei se tu existes.
Joaquim Pessoa, in 'Ano Comum'

Mais um ano temos pela frente e tudo que ele nos reserva é uma incógnita mas enquanto por aqui andar-mos vamos viver com alegria sorrisos,verdade,e solidariedade uns com os outros.Está provado por á+b que nós é que temos que estar unidos pelas relações e fraternidade,porque o resto ou se calhar uma grande maior parte,olha para o seu umbigo e chega,um dia tudo chega a todos e ninguém está livre de nada assim é a vida.Neste dia de Reis que muitas recordações boas trazem ao meu coração e memória,em casa dos meus pais se festejava este dia como no Natal,a minha mãe lhe chamava o natal pequenino tinha de tudo um pouco mas em menos quantidade nunca faltava o bacalhau e doçaria.
Portanto meus amigos a coisa que nunca devemos perder é a esperança,ela é e sempre será a ancora que nos agarra ao porto que é a nossa casa,a família os amigos.Neste começar de ano é para todos os amigos,os que estão por aqui,os que partiram,que sejam felizes a felicidade se deve viver a cada momento,presente ou ausente é a minha mensagem.
Lisa 6/01/2012
O velho vai embora e nasce um,que ele seja risonho e menos triste.Que traga mais fraternidade entre as pessoas,mais afectos e alegrias,valores mais reais e menos supérfluos,onde em cada esquina se diga bom dia de olhar penetrante e sincero.
Em cada criança de mão dada seja o inicio da paz e amizade,saúde...um imprescindível,todo o resto seja por acréscimo não peço muito.
BOM ANO 2012 aos amigos deste blog
Busca os sonhos
partilha saberes e esperança
abraça muito,beija mais
sorri a cada instante
Ajuda quem poderes
de um cardo faz magia
e cria uma rosa.
Acaricia a mão de uma criança
solta o olhar em redor
e colhe os momentos,
todos sem excepção
cada dia é diferente do outro
Pensa, é tudo teu para desfrutar
é tão simples e verdadeiro.
Lisa 31/12/2011
Acontecia. No vento. Na chuva. Acontecia.
Era gente a correr pela música acima.
Uma onda uma festa. Palavras a saltar.
Eram carpas ou mãos. Um soluço uma rima.
Guitarras guitarras. Ou talvez mar.
E acontecia. No vento. Na chuva. Acontecia.
Na tua boca. No teu rosto. No teu corpo acontecia.
No teu ritmo nos teus ritos.
No teu sono nos teus gestos. (Liturgia liturgia).
Nos teus gritos. Nos teus olhos quase aflitos.
E nos silêncios infinitos. Na tua noite e no teu dia.
No teu sol acontecia.
Era um sopro. Era um salmo. (Nostalgia nostalgia).
Todo o tempo num só tempo: andamento
de poesia. Era um susto. Ou sobressalto. E acontecia.
Na cidade lavada pela chuva. Em cada curva
acontecia. E em cada acaso. Como um pouco de água turva
na cidade agitada pelo vento.
Natal Natal (diziam). E acontecia.
Como se fosse na palavra a rosa brava
acontecia. E era Dezembro que floria.
Era um vulcão. E no teu corpo a flor e a lava.
E era na lava a rosa e a palavra.
Todo o tempo num só tempo: nascimento de poesia.
Manuel Alegre
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