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Maripossa

Tudo que tem asas deve voar,por isso a borboleta selvagem o faz sem nunca olhar para onde.

Maripossa

Tudo que tem asas deve voar,por isso a borboleta selvagem o faz sem nunca olhar para onde.

Chamas

01.12.08, maripossa


Fui eu quem desceu o rio da vergonha pela primeira vez
Despido de qualquer idéia do rebanho
Atarantado e suavizado pela validade da ação
Aos gados, a terra; aos peixes, o mar; as homens, a liberdade
Estava escrito no peito do lúcido e misterioso ancião
Eu mesmo li sem precisar de lentes especiais
Pulsava firme a idéia tal qual nos primeiros anos
E revelava além do que a boca permitia expressar
Enxuguei-me e voltei a pensar nas tardes sombrias
Em um mês pesaroso e cruel
Lembrei-me das obrigações insensatas e inúteis
Agora tão distantes e ainda mais absurdas
Aonde estou, não vejo tantas leis a cumprimentar-me
Capazes de enfastiar até o gado mais estúpido - não fosse a hipnose
Abandonei o chocalho pregado em meu pescoço desde o nascimento
Não quero ser encontrado, localizado, rastreado
Do meu passado, apenas o casco das minhas unhas
Porque a realidade que vivo é a aventura mais humana
Sem posses e sem concessões, sem medo e sem violência
Desperto e renovado, fortalecido e revitalizado
Em chamas para iluminar a consciência que reside em mim

Bernardo Almeida

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