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Maripossa

Tudo que tem asas deve voar,por isso a borboleta selvagem o faz sem nunca olhar para onde.

Maripossa

Tudo que tem asas deve voar,por isso a borboleta selvagem o faz sem nunca olhar para onde.

Mãe

04.05.08, maripossa

Mãe ! Onde estás, bem longe dos meus olhos, sabes eu te visitei hoje! mas o lugar não era lindo nem confortável , só tinha o vazio o frio a solidão, mas paz muita paz..mas a saudade se apoderou do coração porque será, por que fazes falta do espaço que ocupavas e hoje é vazio, mesmo no lugar da tua casa, fazes   falta ainda sinto o cheiro da  presença a tua Mãe.
Como é bom lembrar da tua preocupação, se eu sabia ler, se tinha febre, a tua alegria, o teu colo e regaço,pois sei que era um pouco o amparo de horas menos alegres em tua vida...mas eu estava ali, pela minha força e determinação, tentar resolver as coisas, pela forma de as enfrentar , ainda sinto a falta quando tu dizias que gostavas do que eu fazia a culinária, e de pequenas outras coisas, mas quando da tua janela ouvias ao longe um toque de alguma sirene ficavas com angústia e preocupação, quando te visitava, ainda ficou nos ouvidos! oh filha tem cuidado,fico aflita,quando vejo passar carros de Bombeiros,olha! no monte o lume é traiçoeiro, mas o anjo da guarda te vai ajudar sempre
Já passou algum tempo, mas quanto mais passa a saudade fica, amanhã é teu dia" ou será sempre esta coisa de datas, mas para a nossa Mãe ou  Pai e Filhos jamais terá alguma data, eles estão sempre no coração.

A nossa Mãe! Podes ser pobre, faminta desprotegia maltratada, Mãe Negra ou Branca, só acompanhada, mãe vigilante Mãe triste desamparada, mulher da noite! mas enfim e sempre serás uma doce e eterna Mãe, a minha a tua, a de todas nós que no fundo somos todas, filhas e Mães
Lisa

Mãe

04.05.08, maripossa
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Mãe
terminou o tempo
de sorrir
desculpa-me a morte,das plantas

Tatuei a tua antiga,imagem loura
em todos os pulsos,que anjos
inclinam,de existires

Perdi-me noite na planície branca
sobrevivente das madrugadas da memória

Trocaram-me os dias
e as ruas de ancas,verticais
e nas minhas mãos incompletas
trouxe-te
Um naufrágio de flores,cansadas


E o único jardim de amor,que cultivei
De navios ancorados ao espaço

Maria Teresa Horta

As Borboletas

04.05.08, maripossa

De uma querida amiga que teve a gentileza de oferta desta linda foto, com uma borboleta aqui vai ser postado um texto sobre a mesma, pode considerar uma atenção e um carinho

 

As Borboletas

É Outono no Sul do Mundo. Estou numa ilha ancorada no Oceano Atlântico,
e uma cigana tenta me vender tapetinhos que não quero, que nada têm a
ver comigo. Como não vou querer mesmo, imagino que ela vá me amaldiçoar quando se for, como as ciganas fazem muitas vezes. Não creio em maldições de ciganas - creio, sim, na bênção leve que vem das asas das
borboletas.
Tenho um mundo povoado de borboletas, não importa aonde ande, mas parece que aqui nesta Ilha, em dias de Outono e céu azul, as borboletas
fiquem mais visíveis. É como se elas revoluteassem à minha volta,
lindas e coloridas, e cada uma me trouxesse uma prenda, uma alegria.
Talvez porquê elas pensem que esta ilha é um navio que vai singrando
mares tão desconhecidos quanto os de Goneville - mas como elas podem
pensar tal coisa se este é um mar de Sol e Outono, e não o Mar das Brumas?
Disse Quintana que o segredo é não correr atrás das borboletas, e
penso: Quintana viveu a menos de 500 quilómetros daqui. Poderia ir até
à terra onde ele viveu, remando numa canoa. Talvez nem precisasse
remar, talvez surgissem grandes borboletas que, voando, puxassem a
minha canoa como os cavalos puxam as carruagens. Não seria a mesma
coisa que correr atrás das borboletas - elas me levariam a reboque por
vontade própria até lá na terra onde havia um poeta que escreveu um
regulamento de vida para que elas e os humanos se entendessem direito.
As borboletas neste dia de Outono, nesta Ilha! Elas me circundam e
me encantam, e recendem à maresia! Talvez haja tantas aqui porque
descobri o segredo de Quintana, e trato de cuidar do jardim para que
elas um dia venham pousar, caso quiserem. E se nunca pousarem? Obedeço
a Quintana, não corro atrás delas! Se nunca pousarem, vou saber que a
vida valeu a pena, porque elas sempre estão por perto, e ainda mais por
este dia nesta Ilha, quando, confundidas, elas não distinguem muito bem
se isto é Ilha ou Navio, e indiferente a ciganas e suas maldições, me
abençoam por todos os lados, leves, coloridas, luminosas e mágicas,
quase como se fossem feitas de eflúvios de perfume de tangerinas, e são
tão parecidas com o meu amor!

Mário Quintana