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Maripossa

Tudo que tem asas deve voar,por isso a borboleta selvagem o faz sem nunca olhar para onde.

Maripossa

Tudo que tem asas deve voar,por isso a borboleta selvagem o faz sem nunca olhar para onde.

Entre o Mar e Montanha

12.05.08, maripossa

Entre o Mar e montanha, eu vou escolher o mar, pela serenidade de pensamento, o esvoaçar das gaivotas no cais. Sim do cais das recordações do amor e de outros tempos.
Dos livros lidos ao fim da tarde, onde eu via o sol a se esconder, dos passeios de mão dada, dos amigos que partiram e outros que ficaram, do vento que batia nas fases e onde uma boa maresia nos trazia o cheiro do sargaço e da alegria, do brincar na areia em criança, tudo isto lembro do mar.
Da montanha, gosto dela pelo espaço verde do esconder do sol no fim da tarde, onde pensamos que correndo montanha acima o vamos encontrar ali a nossa espera, do rebentar das árvores no começo da primavera, dos ninhos dos pardais e tudo que a natureza nos oferece, deitar em verdes prados de erva, nas tardes de verão, o ouvir cantar os grilos...e onde as camomilas nos dão o tom do amarelo da amizade.
Sentar na beira do riacho de pés descalços e sentir a água fresca do verão, por tal a montanha tem seus encantos da natureza.
Da chuva eu gosto a minha maneira, algo que muitas vezes não sabemos explicar o sentido, quando ela nos molha o rosto. Tem sua beleza é vê-la bater na vidraça em dias de inverno, o sentar na lareira e ela a molhar a terra, nos dias de desanimo nos apetece vir para a rua abrir os braços virados aos céus e sentir o cair da chuva no corpo, como que seja o lavar das mágoas das nossas desilusões, e de tudo que nos rodeia.
O sol ai, esse que aquece os meus dias e me faz a alma cantar de alegria e boa disposição, que nos faz saltar da cama logo cedo para desfrutar este prazer que é o sol e a vida, que alguém um dia nos deu com carinho e amor! a isto eu chamo de mãe, que é a natureza

Lisa

 

Datas Aniverssário

12.05.08, maripossa
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Foto da Net

Manuel Alegre de Melo Duarte (Águeda, 12 de Maio de 1936) é um poeta e político português, foi opositor do regime salazarista.

Esteve exilado na Argélia durante o período Estado Novo. É membro destacado do Partido Socialista português, partido do qual foi fundador e Vice-Presidente e pelo qual é deputado na Assembleia da República. Concorreu em 2004 às eleições internas para Secretário-Geral do PS, tendo perdido para José Sócrates.

Estudou Direito na Universidade de Coimbra. Desde muito cedo demonstrou os seu ideais políticos. Cumpriu o serviço militar na guerra colonial em Angola. Nessa altura, foi preso pela polícia política (PIDE) por se revoltar contra a guerra. Em paralelo à carreira política, produziu larga obra literária que lhe conferiu notoriedade tanto nos meios académicos como nos meios populares. Destaca-se sobretudo a sua obra poética.

Recebeu numerosos prémios literários e o Prémio Pessoa em 1999. Em 2005 é académico correspondente da Academia das Ciências de Lisboa.

Também recebeu o primeiro prémio do Festival RTP da Canção, com seu poema Uma flor de verde pinho, musicada por José Niza e cantada, com toda pompa e circunstância, por Carlos do Carmo, vencendo canções de Ary dos Santos.

Em Setembro de 2005 anunciou a sua candidatura às eleições para a Presidência da República realizadas em 22 de Janeiro de 2006. Alegre obteve 20,72% dos votos, não conseguindo evitar a vitória à primeira volta de Cavaco Silva, mas conseguindo um resultado superior ao de Mário Soares, candidato oficial do Partido Socialista.

Após as eleições, formou um movimento cívico, denominado Movimento de Intervenção e Cidadania.

As Mãos

Com mãos se faz a paz se faz a guerra.
Com mãos tudo se faz e se desfaz.
Com mãos se faz o poema - e são de terra.
Com mãos se faz a guerra - e são a paz.

Com mãos se rasga o mar. Com mãos se lavra.
Não são de pedras estas casas, mas
de mãos. E estão no fruto e na palavra
as mãos que são o canto e são as armas.

E cravam-se no tempo como farpas
as mãos que vês nas coisas transformadas.
Folhas que vão no vento: verdes harpas.

De mãos é cada flor, cada cidade.
Ninguém pode vencer estas espadas:
nas tuas mãos começa a liberdade.

Manuel Alegre