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Maripossa

Tudo que tem asas deve voar,por isso a borboleta selvagem o faz sem nunca olhar para onde.

Maripossa

Tudo que tem asas deve voar,por isso a borboleta selvagem o faz sem nunca olhar para onde.

Airoso

02.06.08, maripossa

Apesar do céu de chumbo, não há razão para não abrir as pálpebras, abandonar o calor uterino da palha, acender o lume e prepara a casa para os dias de sol, que não podem tardar.Os Cíclades há muito estão em flor, embora ninguém tenha ainda ouvido cantar o cuco. Quando demoro os olhos naquelas pétalas, prestes a voar, penso que mereciam ser postas num poema. Mas a poesia é o inferno, e bem sabemos como são estreitas as suas portas. Hoje dará abrigo a um adolescente que a chuva trouxe, de crina fulva e olhos de animal de outra estrela, onde em surdina canta o deserto. Com ele, finalmente, o sol faz a sua aparição

 

Vertentes do olhar(Eugénio de Andrade)

 

 

 

Dia da Criança

01.06.08, maripossa
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Neste dia primeiro do mês de Junho,chamado dia da criança. Pois a criança não tem data,nem hora nem dia nem coisa nenhuma,tem sim que ter afecto,esperança de um mundo melhor,direito a saúde educação alimentação,casa para morar...mas principalmente uma família. Em muitos lados deste planeta se sofre,com guerra falta de alimentos,sobretudo falta de dignidade humana para sobreviver as injustiças,dos governos que os conduzem.
Para todas as crianças,elas são o melhor do mundo,e os homens de amanhã.Para os meninos de África este poema,embora triste nos dá um alerta! para pensar neste dia um pouco neles

Chora Negrito

Chora negrito

Mostra o teu choro
a cor das lágrimas sem cor
que morrem ao nascer
no teu rosto amargurado!

Chora negrito!
Grita alto,
pelas linhas escritas em teu nome
pelas honras a que tens direito!

Chora negrito!
E deixa que o teu choro de protesto
penetre nas orelhas surdas,
nas orelhas que não ouviram Biafra
nem os teus soluços no soweto!

Só tu sabes,aquilo que um negrito sente!
Por isso, chora,
e talvez,no eco do teu choro,
o mundo desperte,
e repare então...
que negrito,também é gente

António Manuel Cabrita

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