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Maripossa

Tudo que tem asas deve voar,por isso a borboleta selvagem o faz sem nunca olhar para onde.

Maripossa

Tudo que tem asas deve voar,por isso a borboleta selvagem o faz sem nunca olhar para onde.

Tempos Modernos!!!

29.07.08, maripossa
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Neste momento,do que mais gostaria era,que deixassem a violência que se assiste todos os dias,se mata sem razão nem nexo. Ontem por aqui um fulano por rixa de transito dizem,atirou noutro a queima roupa. O respeito pelo semelhante passou ao lado,a miséria é constante,jovens sem futuro casais sem emprego! mas vejo que não será só no nosso país.O mundo está assistir ao desequilíbrio da humanidade,uns com muito, outros com tão pouco.Até custa ver certas coisas,mundo avarento só dinheiro.
Como se pode viver e ver,tanto disparate a solta,se mata por qualquer coisa.Logo de seguida são postos em liberdade,se passa a mão pela cabeça, é vê-los logo de seguida a fazer o mesmo. Se não vejamos nos jornais e meios de comunicação,se não é assim. Fico triste por ver isto todos os dias e em todas as horas,só é cego quem não quer ver,temos de estar alerta com as nossas crianças,sempre a desconfiar no parceiro do lado,no vizinho,etc etc.
Para alegrar a vida nada melhor que um cé azul,com esperança de um mundo melhor

Meio Dia

29.07.08, maripossa

Contemplo a mulher adormecida.Ocupa uma metade do terraço, longa e voluptuosamente extensa, constelada de um silêncio que é todo aéreo e ondulante. Em volta o mundo converteu-se num pomar unânime.É um meio-dia interminável. Tudo está imóvel, fixo como um centro. As superfícies lisas, brancas, sem reflexos, sem sombras. Imperceptível, insondável é o gesto fulgurante da imobilidade. A intensidade da presença identificasse com o vazio da ausência. O meu corpo entende o corpo da mulher, enrola-se nas voluta da sua música silenciosa, adere às paisagens brancas do seu sono completo. Imóvel, não procuro palavras, nem as mais leves e transparentes: sinto-me fluido, extremamente aberto. Conheço as sensações da mulher nua: água, terra, fogo e vento. Conheço-a e amo-a através delas, numa relação de felicidade intensa e ao mesmo tempo imponderável. O sono da mulher é de horizontes múltiplos e em si germina o centro abrindo o aberto sem limites.

 

António Ramos Rosa