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Maripossa

Tudo que tem asas deve voar,por isso a borboleta selvagem o faz sem nunca olhar para onde.

Maripossa

Tudo que tem asas deve voar,por isso a borboleta selvagem o faz sem nunca olhar para onde.

Continuar Setembro

11.09.08, maripossa
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Em Setembro Algo que jamais esquece
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O Mar que Deixa saudades
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Aproximar do Outono
Setembro. Mês da melancolia,dos desencontros do verão,dos últimos banhos de mar,de um certo frio com o aproximar do Outono o cair das folhas.
Mas também daquele que nos trouxe um certo medo e receio,dos ataques as Torres Gémeas,de uma inquietação constante,de lutas raciais,de povos sofrendo dia a dia pela guerra. Pois é este Setembro que não gosto de recordar,onde muita gente sofreu inocente,pela ira e destruição,da luta do mais forte pelo mais fraco. Não se pode falar em paz se continuam a fazer a guerra,cada povo de cada país tem direito,a optar pelo que quer da sua vida e destino,não outros moldados a sua maneira,pois se continua a ver isto todos os dias,este Setembro não gosto definitivamente

Mais Duas Horas de Prosa

10.09.08, maripossa

Mais duas horas de prosa.Uma coisa seca, retalhada, sem nenhuma grandeza. Apesar de ter a consciência disso, suei honradamente aquela quatro páginas. E, afinal,é o que preciso.Puxar,puxar,até o corpo não poder mais e cair de vez. Dar à vida, numa palavra, o que a vida pede: cada momento cheio de qualquer esforço.

Quando eu era pequeno, havia um lameiro, uma costeira que era só fraga; e meu pai,na vessada,cavava tanbém aquele bocado,que nunca deu sequer feijão chícharo(galego).Só com dez anos de vida,sem conhecer o pavor dos retalhos de tempo, perguntava-lhe eu, já cansado:

--Mas porque é que se cava também isto?

E ele,como quem sabia uma verdade eterna:

---Para se acabar o dia

 

Miguel Torga, 10 de Novembro de 1939---Mais duas Horas de Prosa

 

 

 

Era Setembro

09.09.08, maripossa
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Era setembro,ou outro mês qualquer
propício a pequenas crueldades:
a sombra aperta os seus anéis.
Que queres tu ainda?
O sopro das dunas sobre a boca?
A luz quase despida?
Fazer do corpo todo
um lugar desviado do inverno?

Eugénio Andrade

O Unico Sabor

08.09.08, maripossa


Sabor, sabor oculto,
submerso,sabor adormecido, ó rosas, ó antes, primaveras,
sabor só abruptamente surto na queda do sono, no fulgor de um relâmpago,
surto, submerso.Ó sabor antes da consciência, antes de tudo,
ó sabor só nascido sobre a paz última de tudo para além de tudo,
sabor da terra ainda antes dos olhos,
sabor a nascer, sabor-desejo, antes do beijo, sabor de beijo,
sabor mais lento, mais fundo, mais de dentro,sabor a marulhar, cálido, denso, como a cor,
sabor de estar, sabor de ser,
ó tranquila degustação sem mandíbulas,
sabor de dentro como de um cheiro imemorial presente,
ó colinas esparsas, ó veios de águas sussurrantes,
somente ouvidos, nem sequer ouvidos, mas presentes, esparsos,
ó presença da terra nas pálpebras, num sabor acre da garganta,
ó estrelas, ó verdadeiras estrelas da infância,
ó sabor do escuro, do ventre, da espessura da noite, ó profundo sono de raízes,
ó água bebida ao rés da terra, ó sono da vida,
ó som de bichos, de tudo e nada, num só obscuro silêncio, ó terra junto a mim, ó grande e estranha terra,ó perdida proximidade, ó perdida longinquidade,
ó enorme som de búzio do mar, ó tranquilos jardins, ó sabor de cansaço,
ó sabor antes de mim,ó quando eu não sabia e tudo em mim sabia,
ó noite, ó espessura, ó outra vez a noite, outra vez esse sabor submerso, esse sabor do fundo, esse sabor bem longe, esse sabor total,esse sabor onde eu sinto a terra num só gosto,
esse sabor original, fonte de todo o sabor,surto submerso, ó único sabor.

 

António Ramos Rosa

 

 

 

Ler

08.09.08, maripossa


Ler é um hábito e os hábitos criam-se. A pessoa que frequentou a escola,ou mesmo o liceu,não se confunde necessariamente com a que está preparada para ler ou que tem na leitura um prazer difícil de dispensar.Ler, entre nós,sugere ainda extravagância,coisa de privilegiados e ociosos. Estamos,pois, longe dos países em que ler faz parte do quotidiano. No entanto,o panorama vai mudando e hoje,relativamente à população,verifica-se que a nossa quota de leitura não é de modo nenhum, vexatória.

Fernando Namora

A Janela

05.09.08, maripossa
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Já algumas vez pensou bem para que serve uma janela. Pois dirão,para abrir de par em par,nos trazer alegria de viver,olhar para uma flor,dizer adeus a quem passa... Mas eu gosto da janela á noite para olhar a lua,contar estrelas e sonhar! Sim sonhar pois sempre podemos sonhar,com alguém que já não está junto de nós,as palavras que ficaram por dizer naquela noite fria,ou de estrelas, o beijo sentido na cara quando o luar bem espreitar. Me lembro bem da minha janela,onde acenava ao meu amor,lhe atirava beijos e pequenos papéis,com frases de amor.Tudo passou mas a minha janela está lá,sempre aberta para um lugar,esse lugar pode ser dum amigo que venha até mim falar de coisas banais,mas falar sobretudo de amizade verdadeira e de esperança por algo melhor,aí elas abrem bem de para em par,para entrar todos sem descriminação... só simplesmente com amizade.
Fiquem bem e bom fim semana Lisa

Palavras Minhas

05.09.08, maripossa

De olhar distante, meus olhos se perdem no horizonte. Podem ser de palavras que faltam dizer, de muitas que disse, ou então de saudade de algo, e de tudo que me rodeia. Pois esta noite eram os meus pensamentos, olhei o céu era lindo e estrelado, mas a noite de alguma humidade, parecia uma simples brisa que molhava meus cabelos, mas era o meu sentir. Ali fiquei a olhar, para os montes e vales, senti um ligeiro arrepio; a noite estava um pouco fria,embora verão,mas fiquei ali a olhar aquele explendor da noite.Ficaria tempo sem fim,como um amor que fica para sempre num simples olhar.Ali fiquei a olhar,muito tempo para a mãe natureza que porpociona tamanha beleza,no nosso sentir e imaginar de horas a comtemplar. Nada era feituria do homem mas da natureza,esta sensação nos faz reflectir na maneira de ver muitas coisas,como neste pequeno nada me sentei ali naquela noite e apreciei tamanha beleza.

Lisa

Filmes

04.09.08, maripossa
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(FotoGoogle)

Tenho algumas coisas que adoro,a música a dança,a escrita e poesia,cinema. Para uma tarde bem passada,aqui vou eu ao cinema.A tarde meio nublada convidava a isso,lá foi ao shopping.Pois tinha estreado ontem o filme "Mama Mia"lindo adorei uma história simples como de qualquer um de nós com bons actores,as músicas dos ABBA que todos dançamos e cantamos noutras alturas,mas agora cantadas pelos artistas do filme,gostei de ver.Se pode dizer todos os actores, ou quase!Uns grandes (malucos)no bom sentido divertidos QB.adorei.
A sinipose do filme.
Mamma Mia" Um musical mais visto, e aplaudidos no mundo,baseado na música do grupo músical os ABBA que grande furor fizeram nos anos setenta.Filme para toda a família,onde se começa a rir de princípio ao fim. A sinipose do filme é uma mãe solteira e independente que gere um pequeno e idílico hotel numa ilha grega. A sua filha Sophia vai casar e convida as suas melhores amigas. Mas Sophia sonha encontrar o seu pai,faz convites inesperados. À ilha chegam três homens ((Colin Firth, Pierce Brosnan e Stellan Skarsgard) que pertencem ao passado de Donna,sendo que um qualquer pode ser o pai de Sophia. Em 24 horas, Donna desespera e tudo pode acontecer,até porque com um casamento por perto o romance anda no ar"

Frases de Gentileza

03.09.08, maripossa

A verdadeira gentileza é perfeito conforto e liberdade. Ela simplesmente consiste em tratar os outros exatamente como você adoraria ser tratado."

(Philip Dormer Stanhope)

 

"Três coisas agradam a todo o mundo: gentileza, frugalidade e humildade. Pois os gentis podem ser corajosos, os frugais podem ser liberais e os humildes podem ser condutores de homens." 
( Taoístas)
 


"Se um homem é gentil com desconhecidos, isto mostra que ele é um cidadão do mundo, e que seu coração não é uma ilha que foi arrancada de outras terras, mas um continente que se une a eles."

(Francis Bacon)

 

Nunca é cedo para uma gentileza, porque nunca se sabe quando poderá ser tarde demais."

(Ralph Waldo Emerson)


 

Descobertas

03.09.08, maripossa
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O que falar do amor adormecido? Como dizia um grande pensador, “o vento é para o fogo o que a distância é para o amor, apaga as pequenas chamas e aviva as grandes”, dessa mesma forma encaro o amor que sinto agor, ainda é inexplicável, não consigo mais separar o certo do errado, o pecado do não pecado, nem mesmo consigo mais separar ela de mim, ou eu dela, basta nos aproximarmos e ele cresce, sempre foi assim, mas antes eu conseguia controlá-lo, vejo que minha chama era maior do que eu pensava, agora sei, para viver a dois, antes é necessário ser único, fui um só no passado, enquanto ela era uma só, nesse presente, embora sejamos dois corpos, nosso sentimento é único.
O que falar então, apenas do amor? Talvez não tenhamos nada para falar, mas tenhamos tudo para sentir, passei tempo demais sem sentir isso, e agora esse amor me leva e deixo que ele me carregue para onde quiser, pois não existe mais medo, e o que era distância no passado, transformou-se num desejo mútuo de estar perto um do outro e o outro do um, únicos, essa é a palavra, e é isso que separa paixões ardentes, verdadeiras, de paixões medíocres.
Comparações não são bem-vindas quando se trata de amor, existem diversos tipos de amores, e eu redescobri o meu.

Arturo Angelin