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Maripossa

Tudo que tem asas deve voar,por isso a borboleta selvagem o faz sem nunca olhar para onde.

Maripossa

Tudo que tem asas deve voar,por isso a borboleta selvagem o faz sem nunca olhar para onde.

Tango Argentino

24.10.08, maripossa
Fim de semana aqui vai uma sugestão de dança. E nada mais que um belo Tango Argentino,podem aprender alguns paços,mas cuidado como podem verificar no vídeo,o cavalheiro é que deve conduzir a dama,mas em alguns passos que a mesma tem de fazer...aconselho,estejam atentas as pernas,nada de distracções! Aí aí.
Bom fim de semana sejam felizes

Ontem

24.10.08, maripossa

Ontem foi a melancolia do Outono, hoje talvez a melancolia da poesia, que existe em mim nestas alturas. A mesma nos entra no coração e ouvidos, como do vento se trate, trás e leva sons, dos que partiram e dos que estão junto de nós mas separados.Uns pela distância outros pelo pensamento, é este som do vento de Outono, que nos acorda da razão. Onde a voz ferida, se remete ao silêncio como um longo despertar, perante isto fica só e simplesmente o silêncio da alma. Hoje acordei um pouco assim, como um vento que leva perto e longe os pensamentos, e vazio de esperança, e esperar por um lindo dia amanhã, que virá nascer e alegrar a alma e coração.

Com felicidade a todos os amigos deste blog, e sejam felizes neste Outono que nos deixa um sabor de melancolia, do chegar do vinho novo e do cheirinho da castanha quente e saborosa


Lisa 25/10/2008

 

Fim de Outono

23.10.08, maripossa


Fim de outono... Folhas mortas...Sol doente... Nostalgia...
Tudo seco pelas hortas.Grandes lágrimas-Nem uma flor pelos montes,
Tudo numa quietação.Soluça numa oração-O triste cantar das fontes.
Fim de outono... Folhas mortas...Sol doente... Nostalgia...
A terra fechou as portas Aos beijos do sol ardente-E agora está na agonia...
Valha à terra agonizante A Santa Virgem Maria!
Fim de Outono... Folhas mortas...Sol doente... Nostalgia...


Fernanda de Castro

Uma Voz na Pedra

22.10.08, maripossa

 
Não sei se respondo ou se pergunto.
Sou uma voz que nasceu na penumbra do vazio. 
 Estou um pouco ébria e estou crescendo numa pedra.
 Não tenho a sabedoria do mel ou a do vinho.
 De súbito, ergo-me como uma torre de sombra fulgurante.
 A minha tristeza é a da sede e a da chama.
 Com esta pequena centelha quero incendiar o silêncio.
 O que eu amo não sei. Amo. Amo em total abandono.
 Sinto a minha boca dentro das árvores e de uma oculta nascente.
 Indecisa e ardente, algo ainda não é flor em mim.
 Não estou perdida, estou entre o vento e o olvido.
 Quero conhecer a minha nudez e ser o azul da presença.
 Não sou a destruição cega nem a esperança impossível.
 Sou alguém que espera ser aberto por uma palavra.

 

António Ramos Rosa

 

O Bramir do Mar

22.10.08, maripossa
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Hoje vou escrever algo de uma amiga,que me respondeu a um comentário com um poema. A Laura é assim o seu nome,gosto da forma de seus comentários,com boa disposição e em rima muitas vezes,então aqui vai e tenho autorização do mesma...se ela "bater" eu não deixo.


O bramir do mar...

Ouvir o mar a bramir
Arrasa a muita gente
Eu, não o posso ouvir
Mas sei muito bem sentir

O que ele diz naquele grito
De todos os que lá ficaram
Dos que viviam dele e, de lá
Nunca mais regressaram.

Mar, por que teve de ser assim?
De muita gente seu fim
Por que não os ajudaste
E suas vidas salvaste?

Porque não os devolveste
À terra de seus pais
Porque ficaste com eles
E não voltaram nunca mais?

Dizem que ficam lá
As vidas perdidas e afundadas
Pelas vagas do mar

Para mim serão sempre vidas salvas
Pelas almas que no mar vagueiam
Pois Nosso Senhor tem sempre
Muita da sua Gente presente

Para ajudar a passar
Entre as águas do mar
E o lugar onde vão ficar...

A autora é
http://resteadesol.blogspot.com/

Pequena História de Vida

21.10.08, maripossa
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Eu sempre gostei do mar! Ele me dá algo que nem sei explicar,certamente tem a haver com algo que aqui hoje descrevo nestas palavras,é um pouco da minha vida.

O que aqui vou escrever pode parecer história... mas não, é um pouco a minha história de vida antes de nascer! numa bela tarde de Agosto uma mulher franzina e pequena, no seu esplendor de jovem mãe, se senta na areia apreciar o dia de mar e tarde de sol. Até que a maré vaza um pouco, e a mesma decide ir até aos penedos apanhar conchas e mexilhão. Até aqui tudo bem, mas essa mulher era a minha Mãe, como se não basta-se estava grávida de mim! E não é que a mesma toda satisfeita com os seus dezanove anos, descontraída, nem dá pela onda forte que bate em sua cara e a atira ao mar, aí um grupo de jovens se lançam a água e a trazem para a areia bem felizmente tirando o susto, e esta menina que aqui escreve isto é ela mesmo, caiu dentro da barriga da mãe ao Mar, não admira que goste de lhe fazer poesia e escrever sobre o mesmo, se calhar o mar, foi a minha segunda mãe!!! lhe deu um susto mas pegou leve em sua barriga

Passado um ano no mesmo lugar de praia,estava sentada na areia a minha Mãe e avó,com este rebento... que sou eu,sentada ao sol,aí se aproximam dois rapazes"homens" já e perguntam se ela foi a senhora que um ano antes tinha caído ao mar, aí a minha mãe respondeu que sim. Então os jovens dizem,fomos nós que fomos buscar a senhora,podemos tirar uma foto com a sua menina?Ainda guardo a foto com amor,tirada na praia da Foz,com estes jovens. Não sei nada deles como é evidente,mas a vida tem destas partidas
Lisa

Chama-se Liberdade o bem que Sentes

20.10.08, maripossa
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Brinca enquanto souberes.Desafia o tempo.
Salta discretamente a página da liberdade no livro das horas e atira-te ao vento que vem
Olha para onde ele vai.E oferece o teu corpo ao mar.
O que buscas não é a felicidade,mas o contacto.Olhar melhor e abrir as portas do teu corpo ao outro de ti aparentemente exilado. Não é de amor que falo,tão-pouco de dádiva,mas apenas deixar entrar o ar e respirar.

Ângela Mendes Ferreira

Era só Um Dia

20.10.08, maripossa

Era só um dia. Como qualquer outro, mas vinha o cheiro do Outono, lento e envolto nas minhas lembranças. Aqueles olhos castanhos como as folhas, que os meus iluminaram e miravam, no fundo dos meus. Olhamos os dois ao mesmo tempo, para aquele céu num azul tão bonito que nem parecia Outono, e muita coisa ficou por dizer nesse dia.

Passar ali no momento! Tudo estava no lugar até o velho quintal, onde as plantas e as árvores teimaram em ficar ali à espera, se calhar para recordar . No mesmo lugar numa tarde qualquer a uma hora qualquer, estivemos ali. Eu no meu fato branco a presença do teu perfume, o tom da tua pele morena, em mim

Bateram as horas cinco da tarde, estremeci como que parasse o tempo, neste momento do dia, e numa hora qualquer, estavas ali comigo naquela tarde de Outono

Lisa/20/10/2008

 

Mariza - Já Me Deixou

19.10.08, maripossa


Falar de Marisa é um privilégio por tudo que ela é.Simples como pessoa e, maravilhosa como fadista. Uma grande senhora do fado,com bons músicos acompanha-la.Foi assim ontem a noite o Pavilhão Multiusos de Guimarães. O pavilhão estava completamente cheio ao rubro,e toda a gente a cantar junto com ela,pois era a segunda vez que a escutei e vi.
Pois alguns fados,com poemas de poetas portugueses,Florbela Espanca e Fernando Pessoa,onde não faltou aquele abraço a África,como a bela canção da sua infância.Era ela a mulher fadista que colocou todos a cantar,passeando em volta do pavilhão com os músicos atrás dela.Como sou pessoa sensível,quando ela cantou este fado aqui do vídeo,vem as lágrimas ao canto dos olhos,que por vezes não sei se de melancolia do fado ou mesmo alguma saudade.Aqui fica para recordar as nossas vozes

Pink Martini-Tempo Perdido( lágrimas)

17.10.08, maripossa


Como estamos em fim de semana; uma sugestão dançante,e recordar neste pequeno vídeo,alguns actores e actrizes que fizeram furor nas bilheteiras de cinema! Entre elas a muito sensual Rita Hayworth que derreteu corações,neste filme a música embala para a dança.
Bom fim de semana,com felicidade e um pé de dança.A vida está aí, não vamos pensar em coisas tristes.
Lisa