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Maripossa

Tudo que tem asas deve voar,por isso a borboleta selvagem o faz sem nunca olhar para onde.

Maripossa

Tudo que tem asas deve voar,por isso a borboleta selvagem o faz sem nunca olhar para onde.

Abri gavetas das Recordações

21.01.09, maripossa
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Abri gavetas das recordações

Elas são as dores os Papéis. De coisas escritas emoções pequenas,e cartas de amor.
Como dói o silêncio do olhar!Para esta gaveta e recordar. Mas ainda lá ficou uma folha em branco para continuar um dia, a escrever e pensar.
Outras com desenhos e carinho, pois essas são os desenhos dos filhos, fotos antigas dos amigos e pais, coisas que o tempo jamais apagou, mas ficou a recordação que o meu coração guardou. Coisas que não esquece, e com que sempre sonhou! Rosas secas algumas vermelhas mas verdadeiras, datas especiais! Lembranças apagadas jamais, até o convite lá está guardado no coração.
Era o da primeira comunhão, pequeno presente, que gosto muito.O cacho do cabelo, o primeiro dente.Mas uma prenda de grande valor e estima a de uma grande mulher...a minha Mãe sempre presente.Que guardo numa bela caixinha.Uma mulher baixinha, chamada Mãe.
A minha e sempre.

3/10/2007 Lisa

Este foi um sentimento de amor que hoje me apeteceu escrever aqui. Lisa

Sorte Mr.President

20.01.09, maripossa
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Como para tudo na vida temos gosto e fé em certas pessoas. Pois desde que vi este homem tive esperança naquilo que ele queria transmitir,os bons lideres dão sinal logo nas primeiras palavras,vejo neste Presidente,homem sereno,mas de certa forma forte,nas suas convicções.O primeiro negro a ser eleito Presidente dos Estados Unidos da América,levou consigo a esperança,a humildade e uma forte esperança para o mundo,pois todos nós esperamos pelo melhor.Uma das coisas será terminar com as guerras injustas contra povos,sem a via do diálogo,de certa forma estou feliz neste dia e deposito confiança neste Homem Barack Obama...boa sorte presidente!

Obrigados a todos os Amigos

19.01.09, maripossa

Hoje ao entrar neste espaço vejo que este blog ultrapassou as 100000 visitas, pois tem mais 100. Mas aqui o que interessa não é a contagem mas sim o prazer de comunicar, de fazer amigos e partilhar em comum, algo que eu e outros desconheçam,só assim deve ser os blogs, penso eu desta maneira.

Pois vejo muita gente entrar por coisas que menos interessa para todos, uma palavra amiga um poema, uma prosa assim deve ser a escrita, embora haja alturas que podemos dar uma pequena opinião mas vista pelo bom sentido, e não pela agressividade de palavras, nada melhor que um puro sentimento para muitas vezes alegrar a alma de cada um, e ver que ainda existe gente honesta e boa, mesmo na internet.

Este blog vai a caminho de dois anos, tenho escrito nele o meu sentir, amizade sentimentos e algumas verdades, o meu mestre foi um bom amigo, que me impulsionou para isto e entrei numa simples  brincadeira, depois gostei e continuei. A este amigo de coração a minha justa homenagem, sei que ele ultimamente não tem feito nada no seu blog, talvez pela saúde disposição, ou por alguma palavra para consigo menos coerente que algumas pessoas lançam, a ele a minha estima e consideração. Ao (Filipe da Praia da Claridade),depois o segundo amigo (a) a (Collibry),por alguma ajuda que deu o meu abraço e carinho para ela.

Depois vieram os comentários e os amigos que ficaram e foram muitos e não poderei dizer aqui todos, uma que veio pela primeira vez a (Chica ilhéu) da qual fiquei amiga e nos conhecemos, o mesmo feito com outros amigos que vieram a seguir.

A todos que fazem parte deste blog, obrigados por serem meus amigos e gostarem de vir aqui comentar, a eles não fiz referência mas guardo um a um no meu cantinho que se chama coração, com letra grande  AMIZADE  da maripossa / Lisa

 

Amigo

19.01.09, maripossa
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Amigo, toma para ti o que quiseres,
passeia o teu olhar pelos meus recantos,
e se assim o desejas, dou-te a alma inteira,
com suas brancas avenidas e canções.
Amigo - faz com que na tarde se desvaneça
este inútil e velho desejo de vencer.

Bebe do meu cântaro se tens sede.

Amigo - faz com que na tarde se desvaneça
este desejo de que todas as roseiras
me pertençam.

Amigo,
se tens fome come do meu pão.
Tudo, amigo, o fiz para ti. Tudo isto
que sem olhares verás na minha casa vazia:
tudo isto que sobe pelo muros direitos
- como o meu coração - sempre buscando altura.

Sorris-te - amigo. Que importa! Ninguém sabe
entregar nas mãos o que se esconde dentro,
mas eu dou-te a alma, ânfora de suaves néctares,
e toda eu ta dou... Menos aquela lembrança...

... Que na minha herdade vazia aquele amor perdido
é uma rosa branca que se abre em silêncio...

Pablo Neruda

Desespero

16.01.09, maripossa
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Não eram meus os olhos que te olharam
Nem este corpo exausto que despi
Nem os lábios sedentos que poisaram
No mais secreto do que existe em ti.

Não eram meus os dedos que tocaram
Tua falsa beleza, em que não vi
Mais que os vícios que um dia me geraram
E me perseguem desde que nasci.

Não fui eu que te quis. E não sou eu
Que hoje te aspiro e embalo e gemo e canto,
Possesso desta raiva que me deu

A grande solidão que de ti espero.
A voz com que te chamo é o desencanto
E o esperma que te dou, o desespero.

Ary dos Santos

O Verdadeiro Homem

16.01.09, maripossa

É evidente que a natureza se preocupa bem pouco com o que o homem tem ou não no espírito. O verdadeiro homem é o homem selvagem, que se relaciona com a natureza tal como ela é. Assim que o homem aguça a sua inteligência, desenvolve as suas ideias e a forma de as exprimir, ou adquire novas necessidades, a natureza opõe-se aos seus desígnios em toda a linha. Só lhe resta violentá-la, continuamente. Ela, pelo seu lado, também não fica quieta. Se ele suspende por momentos o trabalho que se impusera, ela torna-se de novo dominadora, invade-o, devora-o, destrói ou desfigura a sua obra; dir-se-ia que acolhe com impaciência as obras-primas da imaginação e da perícia do homem.

Que importam à ronda das estações, ao curso dos astros, dos rios e dos ventos, o Parténon, São Pedro de Roma e tantas outras maravilhas da arte? Um tremor de terra ou a lava de um vulcão reduzem-nos a nada; os pássaros farão os seus ninhos nas suas ruínas; os animais selvagens irão buscar os ossos dos construtores aos seus túmulos entreabertos. Mas o próprio homem, quando se entrega ao instinto selvagem que está no fundo da sua natureza, não se alia ele aos outros elementos para destruir as suas mais belas obras?

 

Eugène Delacroix

 

 

AMOR

15.01.09, maripossa
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Falar de amor! Para muitos ele deve ser a sua medida. Amor não tem raça nem credo e nem cor, ou voltamos ao antigamente, amar quem o pai escolhia e se levava a igreja tudo muito abençoado e santificado e depois passados uns tempos era a bofetada, a soco e a pontapé.Eu escolhi quem gostava e teimei bastante.O meu pai não queria, pois era nova para amar,mas prevaleceu a minha força e determinação.Nunca me arrependi do passo que dei,sou feliz e realizada.Mas sempre foi assim a “igreja”e seus procedimentos pelas entidades eclesiásticas.Na igreja católica é esta a forma de pensar) ver o amor aos seus olhos e medida, a mulher devia se sacrificar pelos filhos e marido, em segundo plano ficava elas "mulheres".
Estes dias ouviam a coisa mais disparatada da vida, nada de casar com “muçulmanos”porque depois era um sério problema…mas quando se casa por amor e por gosto é um problema? Se calhar é, pois cada vez mais casais pensam duas vezes, se o fazem pela igreja? Pois a ouvir disparates todos os dias até eu pensava. Todos sabem que o casamento é um assinar de papeis e afins, não se vai buscar o amor à igreja, é verdade, mas temos direito a escolher quem queremos e amar quem gostamos, não vamos entrar sobre valores sentimentais, cada um sabe o que quer para si.
Por esta ordem de ideias, muita coisa está mal na igreja católica, à qual a mesma se devia se meter mais, pobreza, falta de saúde, pessoas abandonadas e sem lar, e não vejo a igreja a se chegar, ou quando o faz já muita coisa se falou agora sobre relações de amor, fica para quem ama e gosta de amar. AMOR SEMPRE E COM QUEM SE AMA

Lisa

Sociedade do Desperdício

14.01.09, maripossa

Uma tentação imediata do nosso tempo é o desperdício. Não é só resultado duma invenção constante da oferta que leva ao apetite do consumo, como é, sobretudo, uma forma de aristocracia técnica. O tecnocrata, novo aristocrata da inteligência artificial, dos números e dos computadores, propõe uma sociedade de dissipação. Propõe-na na medida em que favorece os métodos de maior rendimento e a rapina dos recursos naturais. As hormonas que fazem crescer uma vitela em três meses, as árvores que dão fruto três vezes por ano, tudo obriga a natureza a render mais. Para quê? Para que os alimentos se amontoem nas lixeiras e os desperdícios de cozinha ou de vestuário sirvam afinal para descrever o bluff da produtividade.

 

Agustina Bessa-Luís

 

POEMA DUM FUNCIONÁRIO CANSADO

13.01.09, maripossa
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A noite trocou-me os sonhos e as mãos
dispersou-me os amigos
tenho o coração confundido e a rua é estreita
estreita em cada passo
as casas engolem-nos
sumimo-nos
estou num quarto só num quarto só
com os sonhos trocados
com toda a vida às avessas a arder num quarto só
Sou um funcionário apagado
um funcionário triste
a minha alma não acompanha a minha mão
Débito e Crédito Débito e Crédito
a minha alma não dança com os números
tento escondê-la envergonhado
o chefe apanhou-me com o olho lírico na gaiola do quintal em frente
e debitou-me na minha conta de empregado
Sou um funcionário cansado dum dia exemplar
Por que não me sinto orgulhoso de ter cumprido
o meu dever?
Por que me sinto irremediavelmente perdido no meu cansaço?
Soletro velhas palavras generosas
Flor rapariga amigo menino
irmão beijo namorada
mãe estrela música
São as palavras cruzadas do meu sonho
palavras soterradas na prisão da minha vida
isto todas as noites do mundo uma só noite,comprida
num quarto só

António Ramos Rosa

Paisagens de Inverno

12.01.09, maripossa

Ó meu coração, torna para trás. Onde vais a correr, desatinado?
Meus olhos incendidos que o pecado ___Queimou! o sol! Volvei, noites de paz.
Vergam da neve os olmos dos caminhos. A cinza arrefeceu sobre o brasido.
Noites da serra, o casebre transido... Ó meus olhos, cismai como os velhinhos.
Extintas primaveras evocai-as: ___ Já vai florir o pomar das maceiras.
Hemos de enfeitar os chapéus de maias.___Sossegai, esfriai, olhos febris. __ E hemos de ir cantar nas derradeiras Ladainhas...Doces vozes senis..._Passou o outono já, já torna o frio... _ Outono de seu riso magoado. llgido inverno! Oblíquo o sol, gelado...
_ O sol, e as águas límpidas do rio. Águas claras do rio! Águas do rio,
Fugindo sob o meu olhar cansado, Para onde me levais meu vão cuidado?
Aonde vais, meu coração vazio? Ficai, cabelos dela, flutuando. E, debaixo das águas fugidias, Os seus olhos abertos e cismando...
Onde ides a correr, melancolias? __ E, refratadas, longamente ondeando,
As suas mãos translúcidas e frias...

 

Camilo Pessanha