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Maripossa

Tudo que tem asas deve voar,por isso a borboleta selvagem o faz sem nunca olhar para onde.

Maripossa

Tudo que tem asas deve voar,por isso a borboleta selvagem o faz sem nunca olhar para onde.

A música

10.03.09, maripossa
A música! O que é a música para mim, arte mas suprema, é romântica tem sentimentos de leveza e tristeza, nos dá alegria como melancolia. Mas é música, pode ser no coração e lembranças de desilusão, de um amor distante não correspondido, mas é música tem sons que se reflectem na alma de quem escuta e de quem canta, pode ser música ligeira, pop ou quem sabe aquela que nos habituamos de ouvir, Africana, Brasileira todos tem seu encanto.

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Pois sempre ouvi muita musica em casa, era criança e minha família adorava música, pois tenho elementos da mesma que tocam piano e viola, mas nunca foram vedetas mas tocam bem, ou por outra tocaram, pois muitos só tocam agora para os netos, ninguém liga, agora só em “play beck”talvez daí o meu gosto pela música, mesmo quando a ouço na rua, com o cantor que para ganhar para comer! Fica ali, parado todo o dia esperando por alguém que lhe dê uma moeda, mas se calhar” lhe diga eu gosto, fico parada a ouvir.

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Então quando ouço cantar músicas “Zeca Afonso”o meu corpo se arrepia de emoção e lembranças dos que partiram, e daqueles que não tiveram tempo de as ouvir, porque alguém não quis. Esta sou eu, uma apaixonada pela música pela escrita por natureza e pela vida, cheia de coisas boas e muitas vezes as más mas que temos de as enfrentar de cabeça erguida bem alto, e dizer estou aqui tenho que ir em frente!..marchar marchar para a vida e para a frente

Saudade

10.03.09, maripossa

Ter saudade é vaga disforme de um corpo. Ter saudade é pássaro que aparece e se apaga
erguido de confusão na angústia, teste dado à natureza bruxuleante dentro de mim.
Ter saudade é fingir qualquer coisa que inquieta, levantada, desenterrada do crivo da memória. Por vezes quando o tempo por ela passa não passa o tempo da saudade,
estátua rígida dum destino anoitecido, passa um nada meio acontecido.

 


Saudade, é filha da alma do mundo que de tanto ser outro sou eu já.
Saudade, porque viajas cansada em horas dentro de mim?
Saudade que vieste até à última força desta linha, brumosa da eterna caminhada.
Sempre que vieres sem avisares leva-me contigo para que a paz volte à memória de meu corpo como o rio que passa no tempo final da minha natureza.

 

Carlos Melo Santos,