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Maripossa

Tudo que tem asas deve voar,por isso a borboleta selvagem o faz sem nunca olhar para onde.

Maripossa

Tudo que tem asas deve voar,por isso a borboleta selvagem o faz sem nunca olhar para onde.

Amizade sem Tabus

11.05.09, maripossa

Se a todos nós fosse concedido o poder, como num passe de mágica, de ler a mente uns dos outros, suponho que o primeiro efeito seria que quase todas as amizades se desfariam. O segundo efeito, entretanto, poderia ser excelente, pois um mundo sem amigos seria sentido como intolerável, e nós teríamos de aprender a gostar uns dos outros sem a necessidade de um véu de ilusão para esconder de nós mesmos que não nos consideramos uns aos outros pessoas absolutamente perfeitas. Sabemos que os nossos amigos têm as suas falhas, e que apesar disso são pessoas de um modo geral aprazíveis das quais gostamos. Consideramos intolerável, no entanto, que tenham a mesma atitude conosco. Esperamos que pensem que, ao contrário do resto da humanidade, nós não temos falhas. Quando somos compelidos a reconhecer que temos falhas, tomamos esse facto óbvio com demasiada seriedade.

 

Bertrand Russell

 

Homo Sapiens

11.05.09, maripossa
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(foto Net)
O homem desde a sua criação como tal"há mais de 300.000 anos surgiram os primeiros membros da espécie Homo Sapiens,esses arquétipos (padrões) eram caçadores hábeis, cozinhavam carne, usavam roupas de pele de animais e construíam lanças e cabanas. Demonstravam habilidades na fabricação de instrumentos de pedras, utilizados para furar peles e confeccionar roupas e também produziam lanças de madeira usadas para abater animais de grande porte. Para mim a grande evolução do homem foi,na passagem de caçador para agricultor,onde surgem as primeiras civilizações,é a partir daqui que tudo se transformou,ele veio como um sábio? que surgiu das grutas que vê tão pouco ou nada! mas pensando acerca dele se vê, o planeta cada vez mais se desintegra,e onde em alguns lados irão lutar cada vez mais pela simples gota da água,assim foi crescendo o( homo sapiens),para valorizar a sua vinda,mas que cada vez mais estraga,a cada dia que passa neste planeta.



A Papoila! do blog a-papoila.blospot.com,ofereceu este selo.
Obrigada amiga pela amizade e vou repassá-lo a 7 blogs que deverão falar do Homo Sapiens e do seu significado,de alguma reflexão aqui vão as palavras,e espero corresponder ao desafio. Agora aqui vai os amigos (as) que escolhi.

pico minha ilha
forum cidadania
o cheiro da ilha
momentos de vida
Be Happy
Sobras de mim
resteas de sol

A Luta pela Recordação

08.05.09, maripossa

Os meus pensamentos foram-se afastando de mim, mas, chegado a um caminho acolhedor, repilo os tumultuosos pesares e detenho-me, de olhos fechados, enervado num aroma de afastamento que eu próprio fui conservando, na minha pequena luta contra a vida. Só vivi ontem. Ele tem agora essa nudez à espera do que deseja, selo provisório que nos vai envelhecendo sem amor.
Ontem é uma árvore de longas ramagens, e estou estendido à sua sombra, recordando.
De súbito, contemplo, surpreendido, longas caravanas de caminhantes que, chegados como eu a este caminho, com os olhos adormecidos na recordação, entoam canções e recordam. E algo me diz que mudaram para se deter, que falaram para se calar, que abriram os olhos atónitos ante a festa das estrelas para os fechar e recordar...
Estendido neste novo caminho, com os olhos ávidos florescidos de afastamento, procuro em vão interceptar o rio do tempo que tremula sobre as minhas atitudes. Mas a água que consigo recolher fica aprisionada nos tanques ocultos do meu coração em que amanhã terão de se submergir as minhas velhas mãos solitárias...

 

Pablo Neruda, in 'Nasci para Nascer'

Construir em Vez de Combater

08.05.09, maripossa
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Creio que uma das atitudes fundamentais do homem humano deve ser a de reconhecer em si, numa falta de compreensão ou numa falta de acção, a origem das deficiências que nota no ambiente em que vive; só começamos, na verdade, a melhorar quando deixamos de nos queixar dos outros para nos queixarmos de nós, quando nos resolvemos a fornecer nós mesmos ao mundo o que nos parece faltar-lhe; numa palavra, quando passamos de uma atitude de pessimista censura a uma atitude de criação optimista, optimista não quanto ao estado presente, mas quanto aos resultados futuros. O mesmo terá já dado um grande passo para impedir os ataques, quando aceitar que só puderam existir porque a sua acção não foi o que deveria ter sido; quando se lembrar ainda de que toda a sua coragem se não deve empregar a combater, mas a construir.

Agostinho da Silva

De que Cor são os Sonhos

06.05.09, maripossa

Se habitasse o teu sono,escreveria palavras novas e estrelas de outros mares, bocas e olhos em sorriso,para oferecer à lua quando entristece.

Tu,adormecias com a cara colada às estrelas  e aos sonhos,que tem a cor do sol de amanhã.

Tomas indiferente o medo quando por acaso te encontro nalguma rua lunar!

 E te surpreendo com a expressão feliz. Sei que se estivesses aqui apagariamos as estrelas até encontramos o lugar onde guardas a cor dos sonhos, e bricaríamos como meninos reais,aos saltos na cama,como se fosse um jardim

 

Angela Mendes Ferreira

 

(foto da net)

Mãos Vazias para Agarrar o Mundo

06.05.09, maripossa


Sei que não te cansas de regar a esperança de um corpo sem bagagem,
de plantar a lembrança de um vulto feliz
da mulher que passa pelos sonhos sem dizer adeus
e faz dos teus olhos um choro sem fim
Sei que não te cansas de ler os sinais
das mãos de um menino sem bagagem
que desliza na solidão dos sentidos
de quem ouve o mar.
Choras ainda, julgas ser a imagem de esperança do mundo,
a imagem das mãos vazias para agarrar o mundo.

Angela Mendes Ferreira

Madrugada no Campo

04.05.09, maripossa

Com que doçura essas brisa penteia, a verde seda fina do arrozal -Nem cílios, nem pluma,
nem lume de lânguida lua, Nem o suspiro do cristal.Com que doçura a transparente aurora
tece na fina seda do arrozal, aéreos desenhos de orvalho! Nem lágrima, nem pérola,
nem íris de cristal...Com que doçura as borboletas brancas prendem os fios verdes do arrozal com seus leves laços! Nem dedos, nem pétalas nem frio aroma de anis em cristal

Com que doçura o pássaro imprevisto, de longe tomba no verde arrozal!
- Caído céu, flor azul, estrela última: súbito sussurro e eco de cristal

 

Cecília Meireles 

Aqui está a natureza ao ar livre...o campo

(fotos da Net)

 

A Luz levanta-se do Chão

04.05.09, maripossa


(foto Net)

A luz levanta-se do chão
como a areia da praia na batida do vento,
as cidades espreitam o verão,à janela do azul.
e as árvores abrem-se em vitarais
onde se inscreven as fluências estacionais
que resplandecem no desenho e na figuração



mesclada dos tons que melam o entardecer,
a repique dos sinos,no campanário da vila.
As janelas abrem-se de para em par,
nos quatro rumos,um perfume sava e goivos
sardinheiras e amores perfeitos

Maria Filomena Almeida Cary

Para ti Mãe!

02.05.09, maripossa

Teu rosto lindo, de ternura
Olhar teus filhos de amor
Eras a mão firme na dor
Vigiavas meu sono, Mãe

 

Hoje passados anos, a
saudade dói e magoa
da lembrança de teus
cabelos brancos, choro!

 

Pois não tenho o amparo
das palavras, que saiam
do coração, da esperança
desta criança, eu mãe.

 

Lisa/ Num dia e Hora qualquer

 

 

É Noite, Mãe

02.05.09, maripossa
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As folhas já começam a cobrir
o bosque, mãe, do teu outono puro...
São tantas as palavras deste amor
que presas os meus lábios retiveram
para colocar na tua face, mãe!...

Continuamente o bosque se define
em lividez de pântanos agora,
e aviva sempre mais as desprendidas
folhas que tornam minha dor maior.
No chão do sangue que me deste, humilde
e triste, as beijo. Um dia pra contigo
terei sido cruel: a minha boca,
em cada latejar do vento pelos ramos,
procura, seca, o teu perdão imenso...

É noite, mãe: aguardo, olhos fechados,
que uma qualquer manhã me ressuscite!...

António Salvado

Para a minha que já partiu,e para todas as mães,onde eu me incluo, todas merecem a homenagem de seus filhos,para mim, para ti e por todas nós,as flores que qualquer uma gosta.

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