Pus a janela ao lado do mar
Pus a janela ao lado do mar.
Fiquei a olhar.
Caminhava nas crista das ondas
trazias morangos
entre os dedos,caindo.
Do cabelo em trança
Cresciam malmequeres
com as cores de Botticellli
Ali,
à janela do lado do mar
A brisa perfumava desejo
As gaivotas no teu olhar.
Na vidraça,reflexos da alva manhã
maquilhavam o rosto de ternura.
As ninfas do teu nome
aveludado e húmido
dispuseram entre os dedos a volúpia.
Entrelaçámo-nos
Na vidraça,
reflexos da alva manhã,
deixaram a brisa do lado do mar
Luís Nogueira Castro
(foto google)

