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Maripossa

Tudo que tem asas deve voar,por isso a borboleta selvagem o faz sem nunca olhar para onde.

Maripossa

Tudo que tem asas deve voar,por isso a borboleta selvagem o faz sem nunca olhar para onde.

Da Cama da Montanha

22.01.08, maripossa

Também me deitei na cama da montanha e subi e desci com peito aberto à beira do vazio.

respirava sem armas a música ou o esquecimento,a fábula das ervas e das águas nascentes,o primeiro rosto da sombra ou de uma constelação.

Como se a origem fosse a evidência de uma contínua rajada de ar frescquíssimo.

navegava nas veias,ardia no esplendor do espaço, cavalgava o flanco de um animal gloriosos e não procurava,não esperava,tudo recebia entre a pedra e o silêncio na diagonal da luz.

Até ao mais secreto onde não há segredo eu descia pelas raízes do meu sangue.

subia,transparente,no aquario solar escutando o rumor fresco das pétalas errantes.

E a luz era o joelho ardente de uma deusa que atravessasse os peixes e o fogo e mermurando,reunindo,acariciando,revelasse as espáduas do mundo

António Ramos Rosa

 

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