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Maripossa

Tudo que tem asas deve voar,por isso a borboleta selvagem o faz sem nunca olhar para onde.

Maripossa

Tudo que tem asas deve voar,por isso a borboleta selvagem o faz sem nunca olhar para onde.

Regresso a Portugal

08.04.08, maripossa

Portugal apareceu ao cabo de mais alguns dias.  Foi um primeiro pressentimento ao longe, só desejo e fome de terra.  Depois a promessa vaga de uma pátria.

Finalmente, o volume maciço dum monte.

Lisboa,pálida , espraiada, começou então a nascer do mar, do Tejo e das colinas, numa sugestão de harmonia que se opunha a imagem de pujança das cidades que trazia na retina. Havia qualquer coisa de difinitivo no meu perfil cansado. O rio que lhhe corria aos pés também não lembrava o Paraíba aos saltos. Envelhecera certamente da velhice dos rios,  que o professor de geografia, no Ginásio,tantas vezes nos explicara.   Masera justamente de uma serinidade assim que eu precisava, ressabiado como vinha de violências de toda a ordem, ainda a pouco, já quase no fim da viagem, renovadas a bordo

in O Terceiro Dia da Criação do Mundo--1938

Miguel Torga

 

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