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Maripossa

Tudo que tem asas deve voar,por isso a borboleta selvagem o faz sem nunca olhar para onde.

Maripossa

Tudo que tem asas deve voar,por isso a borboleta selvagem o faz sem nunca olhar para onde.

Num Silêncio de Terra

23.03.09, maripossa
Num silencio de terra.Onde ser é estar a sombra se inclina. Hábito dentro da grande pedra de água e sol. Respiro sem saber, respiro a terra. Um intervalo de suavidade ardente e longa. Sem adormecer no sono verde. Afundo-me, sereno, flor ou folha sobre folha abrindo-se, respirando-me, flectindo-me no interior aberto. No principio, um rosto se desfaz, um sabor ao fundo da água ou da terra, o fogo único consumido em ar. eis o lugar em que o centro se abre ou a lisa permanência clara, (...)

O Jardim do Corpo

21.04.08, maripossa
Ninho de palavras escuras, rumor de folhas de mãos pequenas, insectos de dedicada chama, diminutos fulgores silenciosos. Entre confusas claridades verdes, na plena humidade, o fogo abre a flor do corpo, intacto e branco. Os astros acendem-se como animais que sabem a direcção do vento. Esta é a morada ardente e sossegada, o obscuro jardim do corpo e das palavras lisas. Uma alegria de formas, de sons, de cores. A navegação luminosa pela árvore do corpo, pela sua água, pelo seu (...)