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Maripossa

Tudo que tem asas deve voar,por isso a borboleta selvagem o faz sem nunca olhar para onde.

Maripossa

Tudo que tem asas deve voar,por isso a borboleta selvagem o faz sem nunca olhar para onde.

Depois da Guerra

04.07.07, maripossa
Depois da guerra vão nascer os lírios nas pedras,grandes lírios cor de sangue,belas rosas desmaiadas.Depois da Guerra vai haver fertilidade, vai haver natalidade,vai haver felicidade.(...) Depois da Guerra não haverá mais tristeza:todo o mundo se abrançando num geral desarmamento.(...) No meio tempo,vamos dando tempo ao tempo,tomando nosso chopinho,trabalhando p,ra família. Se cada um ficar quieto no seu canto,fazendo coisas certinho,sem aturar desaforo; se cada um tomar vergonha na (...)

CORPOS

23.05.07, maripossa
Corpos vazios Cheios de coca-morfina Corpos dormindo Ao relento da lua. Corpos vendidos Em leilão de esquina, Corpos sem vida Caídos na rua!   Corpos gemendo De mão estendida Implorando aos céus, Corpos sorrindo Com estes elos de vida Corpos contentes por não serem seus! Corpos obesos De charuto empunhado, Gozando dos lucros Que rendem no banco, Corpos esqueléticos Caídos de lado, Por não terem a pele Caiada de branco! antonio luz cabrita/retalhos do tempo

Sou filha da Terra

10.05.07, maripossa
Sou filha da terra Daquela que me deu ser! Da mesma que me deu pão   Sou filha da terra! Que calco e sujo os pés Da terra lavrada, com suor Da mesma que foi regada De lágrimas, amargura e tristeza Da terra da avareza!   Sou filha da terra! Das vinhas ao sol De cachos maduros De gosto, a fruta.   Sou filha da terra! Que me pegou ao colo Me embalou o berço Esta é a terra que mereço maripossa/lisa foto da net

Corpos

29.04.07, maripossa
Corpos vazios Cheios de coca-morfina. Corpos dormindo,ao relento da lua. Corpos vendidos em leilão de esquina, Corpos sem vida caídos na rua! Corpos gemendo de mão estendida, Corpos morrendo implorando aos céus corpos sorrindo com estes elos de vida, Corpos contentes por não serem seus! Corpos obesos de charuto empunhado, gozando dos lucros Que rendem no banco, corpos esqueléticos caídos de lado, Por não terem a pele,caiada de branco (retalhos do tempo)

A rosa de Hiroxima

28.04.07, maripossa
Pensem nas crianças Mudas telepáticas Pensem nas meninas Cegas inexactas Pensem nas muralhas Rotas alteradas Pensem nas feridas Como rosas cálidas Mas oh não se esqueçam Da rosa da rosa Da rosa de hiroxima A rosa hereditária A rosa radioactiva Estúpida e inválida A rosa com cirrose A anti-rosa atómica Sem cor sem perfume Sem rosa sem nada       (vinicius moraes)

Amiga Noite

16.04.07, maripossa
Olá noite! Olá minha amiga, Minha companheira e fada madrinha! Recordas-te Como naquela noite Transpiravas e sopravas,insinuamente quando eu,deitado no teu regaço. Jogando pedras à lua A ti me confessei? Foi lindo,noite Quem diria Eu dizer-te que o mais certo, era morrer,sonhando que nunca morreria!   (Do livro Retalhos de Poemas)     (Foto da net)    

Poema

15.04.07, maripossa
A lavadeira no tanque Bate roupa em pedra bem. Canta porque canta e é triste Porque canta porque existe; Por isso é alegre também. Ora se eu alguma vez Pudesse fazer nos versos O que a essa roupa ela fez, Eu perdeira talvez Os meus destinos diversos. Há uma grande unidade Em, sem pensar nem razão, E até cantando a metade, Bater roupa em realidade... Quem me lava o coração?     Fernando Pessoa, 15-9-1933    (...)

Ambição

11.04.07, maripossa
Atirei uma pedra à lua. Vi-a subir,subir tão alto que quase deixei de a ver! De repente... Oh! perdeu-se no Infinito. E agora? Já não estou a vê-la?! A pedra desaparece,e eu frustrado, Acordo do meu sonho Sem ter tocado numa estrela!  

Felicidade

03.04.07, maripossa
Obrigado ao céu e a vida Ás estrelas,as plantas aos animais Por estar aqui,com muita alegria No coração e na alma. Bonito é o azul,cor do céu e cor do mar Da prosporidade,amor e lealdade Como é a felicidade,com cor branco da Paz maripossa  

Tempo

30.03.07, maripossa
Som suave, lareira acessa Um olhar, meigo um beijo Uma carícia gostosa, dos nossos corpos Unida, na paixão dum desejo Da noite longa e cheia de amor Do calor dos corpos enlaçados Com sede dos nossos lábios Como se o mundo acaba-se No momento, e que jamais se lembrasse Do tempo, que estivemos separados E que sempre fica-se, o momento Todo o nosso amor ali junto a lareira Da roupa espalhada pelo chão Com o sinal da nossa paixão      maripossa   (...)