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Maripossa

Tudo que tem asas deve voar,por isso a borboleta selvagem o faz sem nunca olhar para onde.

Maripossa

Tudo que tem asas deve voar,por isso a borboleta selvagem o faz sem nunca olhar para onde.

Vai-te Poesia

25.01.08, maripossa
id="BLOGGER_PHOTO_ID_5159542192408592466" /> Deixa-me ver a vida exacta e intolerável neste planeta feito de carne humana a chorar onde um anjo me arrasta todas as noites para casa pelos cabelos com bandeiras de lume nos olhos, para fabricar sonhos carregados de dinamite de lágrimas. Vai-te, Poesia! Não quero cantar. Quero gritar! José Gomes Ferreira Rabiscado por Agulheta

Sinais de Fogo

26.11.07, maripossa
id="BLOGGER_PHOTO_ID_5137268867186384530" /> Sinais de fogo, os homens se despedem. exaustos e tranquilos, destas cinzas frias. E o vento que essas cinzas nos dispersa não é de nós, mas é quem reacende outros sinais ardendo na distância um breve instante, gestos e palavras. ansiosas brasas que se apagam logo. Jorge de Sena

LETRA PARA UM HINO

08.10.07, maripossa
É possível falar sem um nó na garganta. É possível amar sem que venham proibir. É possível correr sem que seja a fugir. Se tens vontade de cantar não tenhas medo: canta. É possível andar sem olhar para o chão. É possível viver sem que seja de rastos. Os teus olhos nasceram para olhar os astros. Se te apetece dizer não, grita comigo: não! É possível viver de outro modo. É possível transformar em arma a tua mão. É possível viver o amor. É possível o pão. É (...)

Violino Triste

02.07.07, maripossa
Ó violino Deixa que me embale Na tua nostálgica melodia Que me faz sentir assim tão bem N aminha dor persistente! Por favor violino Continua a tanger As tuas cordas doridas. E mesmo que me vejas a chorar  Não pares peço-te Rogo-te por tudo... Toca mais!   obrigado violino E eu que me julgava o mais triste dos mortais!   Retalhos do Tempo

Asa

11.06.07, maripossa
Se um moroso fulgor De dunas acordasse A página tardia, do olhar?   Não há catedrais Não há açoteias Uvas e laranjas Alem do gesto   Ou é dentro de nós que a morte Emudece ardem os rios A terra de novo principia?   E se súbito rumor De sandálias Viesse Tocar o ombro desolado Em sal dizer As alegorias do vento?   José Manuel Mendes

Noite Monotona de um Poeta Enfermo

08.06.07, maripossa
Vem-lhe então um desejo importuno de afecto; Uma mulher, quase mulher, quase menina… A lâmpada vermelha esfuminha no tecto Um enorme de cabeça feminina.     A moléstia…o Silencio…a tristeza do ambiente. Tenta em vão reagir contra o tédio enervante. Ah! Passar essa noite isolado e doente… E os livros? É verdade.Os amigos da estante!   Põe-se a ler.Dentro dele um êxtase começa. Sente uma anestesia estranha dos sentidos… Oh! Que felicidade (...)

Passa uma Borboleta

05.06.07, maripossa
Passa uma borboleta por diante de mim      E pela primeira vez no Universo eu reparo      Que as borboletas não têm cor nem movimento,      Assim como as flores não têm perfume nem cor.      A cor é que tem cor nas asas da borboleta,      No movimento da borboleta o movimento é que se move,      O perfume é que tem perfume no perfume da flor.      A borboleta é apenas borboleta      E a flor é apenas flor. (alberto caeiro)     (...)

Menino !

03.06.07, maripossa
  Menino triste, de olhar meigo Voz abafada de solidão Sem carinho e esperança Sem sonho de ser criança   È menino de Africa Cansado da guerra Com o negrume da fome Sem tempo, para brincar     Cresceu rápido! Por força Dos homens que negaram, seu dia De alvorada, de sol e sorrisos Do tempo de ser menino. Sim menino de África.    maripossa/lisa           (...)

A Miséria do Meu Ser

31.05.07, maripossa
A miséria do meu ser, Do ser que tenho a viver, Tornou-se uma coisa vista. Sou nesta vida um qualquer Que roda fora da pista.   Ninguém conhece quem sou Nem eu mesmo me conheço E, se me conheço, esqueço, Porque não vivo onde estou. Rodo, e o meu rodar apresso.   É uma carreira invisível, Salvo onde caio e sou visto, Porque cair é sensível Pelo ruído imprevisto... Sou assim. Mas isto é crível?   (Fernando Pessoa)

Imagens

27.05.07, maripossa
Abro a janela com olhar de esperança De sardinheiras de cores, e trepadeira Do canto dos pássaros, sons diversos. Nos silêncios, adormecidos, tento esquecer Mas no peito tenho sonhos de ilusão Guardados em segredo, da lembrança. De imagens, cruéis e escuro, que ficam! Daqueles que dormem sem sonhos De noites mal passadas, com solidão. Mas que abro a janela, todos os dias De par em par mas com o meu coração maripossa/Lisa