Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Maripossa

Tudo que tem asas deve voar,por isso a borboleta selvagem o faz sem nunca olhar para onde.

Maripossa

Tudo que tem asas deve voar,por isso a borboleta selvagem o faz sem nunca olhar para onde.

Na Manhã

02.10.08, maripossa
Algum tempo atrás  como faço muitas vezes de visita a biblioteca municipal, encontrei livros de um poeta e escritor, e gostei de ler o mesmo. Pois ele fala, para mim para ti e para um qualquer, aquela linguagem que se chama povo! Adorei suas palavras, como tal aqui vai uma bela poesia sua .   Na Manhã   No ventre da noite a manhã-fermento dos teus sonhos   Já aurora risca traços de marfim no amanhecer   E não mais ocasos feitos trevas de punhais cravados no peito dos dias sem tempo (...)

As Pessoas Sensíveis

26.11.07, maripossa
As pessoas sensíveis não são capazes De matar galinhas Porém são capazes De comer galinhas O dinheiro cheira a pobre e cheira À roupa do seu corpo Aquela roupa Que depois da chuva secou sobre o corpo Porque não tinham outra O dinheiro cheira a pobre e cheira A roupa Que depois do suor não foi lavada Porque não tinham outra "Ganharás o pão com o suor do teu rosto" Assim nos foi imposto E não: "Com o suor dos outros ganharás o pão." Ó vendilhões do templo (...)

Onde o Homem Não Chega

26.09.07, maripossa
Onde o Homem não chega tudo é puro, dessa pureza da primeira infância. Tudo é medida,ritmo,concordância, tudo é claro e auroral: a noite, o escuro. E nem o vendaval é dissonância mas promessa de sol e de futuro. Quem levantou esse primeiro Muro que do perto fez longe,ergeu distância? Foi o Homem,com suas mãos de barro, com suas mãos perjuras,fel e sarro de inútil sofrimento e vil prazer. Não é tarde, porém: sacode a lama, ergue o facho, levanta a Deus a chama e recomeça: (...)

Se Os Poetas Dessem as Mãos

21.09.07, maripossa
Se os poetas dessem as mãos E fechassem o Mundo No grande abraço da Poesia, Cairiam as grades das prisões Que nos tolhem os passos, Os arames farpados Que nos rasgam os sonhos, Os muros de silêncio, As muralhas da cólera e do ódio, As barreiras do medo, E o Dia, como um pássaro liberto, Desdobraria enfim as asas Sobre a noite dos homens.     Se os Poetas dessem as mãos E fechassem o Mundo No grande abraço da Poesia     Este poema desta grande Poeta que foi Fernanda de Castro     Eu dedicaria aos amigos que visitam este blog numa grande manifestação de amizade um abraço desta grande Poesia

O Segredo de Amar

19.09.07, maripossa
  O segredo é amar.Amar a Vida Com tudo o que há de bom e mau em nós Amar a hora breve e apetecida, Ouvir os sons em cada voz E ver todos os céus em cada olhar.     Amar por mil razões e sem razão. Amar, só por amar, Com os nervos, o sangue, o coração. Viver em cada instante a eternidade E ver, na propia sombra, claridade.   O segredo é amar, mas amar com prazer, Sem limites, fronteiras, horizonte. Beber em cada fonte, Florir em cada flor, Nascer em cada ninho, Sorver a terra (...)