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Maripossa

Tudo que tem asas deve voar,por isso a borboleta selvagem o faz sem nunca olhar para onde.

Maripossa

Tudo que tem asas deve voar,por isso a borboleta selvagem o faz sem nunca olhar para onde.

Não Posso Adiar o Amor

10.03.10, maripossa
Não posso adiar o amor para outro século não posso ainda que o grito sufoque na garganta ainda que o ódio estale e crepite e arda sob as montanhas cinzentas e montanhas cinzentas Não posso adiar este braço que é uma arma de dois gumes amor e ódio Não posso adiar ainda que a noite pese séculos sobre as costas e a aurora indecisa demore não posso adiar para outro século a minha vida nem o meu amor nem o meu grito de libertação Não posso adiar o coração. Antó (...)

Uma Voz na Pedra

22.10.08, maripossa
  Não sei se respondo ou se pergunto. Sou uma voz que nasceu na penumbra do vazio.   Estou um pouco ébria e estou crescendo numa pedra.  Não tenho a sabedoria do mel ou a do vinho.  De súbito, ergo-me como uma torre de sombra fulgurante.  A minha tristeza é a da sede e a da chama.  Com esta pequena centelha quero incendiar o silêncio.  O que eu amo não sei. Amo. Amo em total abandono.  Sinto a minha boca dentro das árvores e de uma oculta nascente.  Indecisa e (...)

Meio Dia

29.07.08, maripossa
Contemplo a mulher adormecida.Ocupa uma metade do terraço, longa e voluptuosamente extensa, constelada de um silêncio que é todo aéreo e ondulante. Em volta o mundo converteu-se num pomar unânime.É um meio-dia interminável. Tudo está imóvel, fixo como um centro. As superfícies lisas, brancas, sem reflexos, sem sombras. Imperceptível, insondável é o gesto fulgurante da imobilidade. A intensidade da presença identificasse com o vazio da ausência. O meu corpo entende o corpo da (...)

Escrevo-te com o fogo e a água

20.06.08, maripossa
Escrevo-te com o fogo e a água. Escrevo-te no sossego feliz das folhas e das sombras. Escrevo-te quando o saber é sabor, quando tudo é surpresa. Vejo o rosto escuro da terra em confins indolentes. Estou perto e estou longe num planeta imenso e verde. O que procuro é um coração pequeno, um animal perfeito e suave. Um fruto repousado,uma forma que não nasceu, um torso ensanguentado, uma pergunta que não ouvi no inanimado, um arabesco talvez de mágica leveza. Quem ignora o sulco (...)

Poema dum Funcionário Cansado

07.03.08, maripossa
Tão em voga actualmente,sempre a masacrar estes trabalhadores não é brincar com coisas sérias! mas mesmo sérias, não resisti a este texto ou prosa como queiram. Já este grande poeta,lhe apeteceu fazer esta prosa a um funcionário"público" não sei o porquê porque será! mas o fez e bem.   Poema dum Funcionário Cansado                     A noite trocou-me os sonhos e as mãos  dispersou-me os amigos  tenho o coração confundido e a rua é estreita  estreita em cada passo