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Maripossa

Tudo que tem asas deve voar,por isso a borboleta selvagem o faz sem nunca olhar para onde.

Maripossa

Tudo que tem asas deve voar,por isso a borboleta selvagem o faz sem nunca olhar para onde.

Pão Dignidade Amor Cultura Paz

07.07.08, maripossa
Pão, dignidade, amor, cultura, paz, justiça clara, não justiça cega, se um mesmo gesto de colher lhe chaga, porque é que toda a gente não o faz? É tal ideia demasiado audaz? Porque razão tanto desassossega? Humano o é o que a o ser se entrega, não o que em contraria-lo se compraz. Quem, com desdém, dos outros se desliga a si próprio se exclui de merecê-los. Erra se crê que tudo sempre dome. Pois quem semeou,só espanta que maldiga injustiça sem sombra de desvelos, guerra, (...)

Quintal

02.07.08, maripossa
De Lúcia -Lima, algumas malvas e vesicantes ortigas é,com modéstia, feita manhã doce. O poço está seco. As macieiras nunca deram maçãs que prestassem. O quintal é estreito e murado. Mas nada disto importa, quando se tem a fantasia pródiga. O céu alto e sem nuvens basta para o muro ruir. Pois que o sol fulvo queima, as maçãs crescem, carnudas e loiras. O estranho seria, então que o poço não transbordasse, de súbito fecundante. É sempre assim, comigo, desde ignorante (...)

Ternura

18.06.08, maripossa
Nas jarras de velha faiança azul da casa de jantar, há gladíolos vermelhos, brancos e amarelos. O sol cor de mel tange a aba da mesa de mogno e torna no tapete mais ardentes os cardos. O relógio da parede bate como um coração sossegado. Sentada à minha frente, comes devagar, olhando com ternura a minha voracidade de homem forte. No meu copo, um vinho de sangue ardoroso e perfumado sorri. Na sua cesta de verga, o pão loiro tem gravidade de um pensamento necessário. Amo-te e amas-me. (...)