Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Maripossa

Tudo que tem asas deve voar,por isso a borboleta selvagem o faz sem nunca olhar para onde.

Maripossa

Tudo que tem asas deve voar,por isso a borboleta selvagem o faz sem nunca olhar para onde.

Sensibilidade e Maturidade

26.03.08, maripossa
Uma certa vivacidade de impressões, mais directamente dependentes da sensibilidade física, decresce com a idade. Ao chegar aqui, e sobretudo depois de ter aqui passado alguns dias, não senti, desta vez, essas vagas de tristeza ou de entusiasmo que este local me costumava comunicar, e cuja recordação, depois, me era tão doce. Deixá-lo-ei, se calhar, sem a pena que outrora sentia. O meu espírito, por seu turno, tem hoje uma segurança muito maior, uma maior capacidade de fazer (...)

O Poeta Beija Tudo

05.03.08, maripossa
O poeta beija tudo, graças a Deus... E aprende com as coisas a sua lição de sinceridade... E diz assim: "É preciso saber olhar..." E pode ser, em qualquer idade, ingénuo como as crianças, entusiasta como os adolescentes e profundo como os homens feitos... E levanta uma pedra escura e áspera para mostrar uma flor que está por detrás... E perde tempo (ganha tempo...) a namorar uma ovelha... E comove-se com coisas de nada: um pássaro que canta, uma mulher bonita que (...)

A Verdadeira Liberdade

03.03.08, maripossa
A liberdade é o mais lindo presente que Deus deu ao homem, o que lhe custou mais caro: a morte de seu filho. Por amor e para o amor, Deus quer o homem autenticamente livre. A maioria dos homens pensa ser livre quando pode dizer: "Eu faço o que quero", isto é: "Não tenho algemas nas mãos, nenhuma coação física me tolhe, posso satisfazer todos os meus instintos, nada nem ninguém me segura. Essa é a liberdade do animal selvagem, mas não a do homem, ainda menos a do (...)

Enesperado Encontro

18.02.08, maripossa
Ele estava sentado num ramo caído. Era magro, grisalho, e segurava um raminho com que ia desenhando enigmáticos sinais no chão. Parecia absorvido no meio cinzento, uniforme, em que o englobavam a terra e o céu. O colete era castanho. A camisa verde azeitona. As calças estavam rotas, manchadas, queimadas nas bainhas. Os dedos dos pés saíam da biqueira das botas. Eu viera caminhando ao acaso pelo campo, deixando o caminho pedregoso que me balançava os ossos a cada passo. Cansava a (...)

Talvez

08.02.08, maripossa
Talvez eu venha a envelhecer rápido demais. mas lutarei para que cada dia dia tenha valido a pena. Talvez eu sofra imensa desilusão no decorrer de minha vida mas farei que ela perca a importância diante de gestos de amor que encontrei talvez não tenha forças para realizar todos os meus ideais, mas jamais irei me considerar um derrotado Talvez eu algum instante eu sofra uma terrível queda Mas não ficarei por muito tempo olhando o chão talvez um dia o sol deixe de brilhar... mas (...)