Não partas já
17.06.11, maripossa
Não partas já.Fica até onde a noite se dobra para o lado da cama e o silêncio recorta as margens do tempo.É aí que os livros começam devagar e as cores nos cegam e as mãos fazem de norte na viagem.Parte apenas quando amanhã se ferir nos espelhos do quarto em estilhaços de luz;e um feixe de poeiras rasgar as janelas como uma ave desabrida. Alguém murmurará então o teu nome,vagamente, como a gastar os dedos na derradeira página. E então,sim,parte,para que outra (...)
